quinta-feira, 26 de setembro de 2019

PROTAGONISMO DOS ESTUDANTES DO IEMA FAZ CHOVER



Por Raimundo Palhano

No dia 25 de setembro passado, foi o lançamento do livro “Guarnicendo uma Nova Geração”, que trata do protagonismo juvenil no IEMA, dos pesquisadores do CEPEDUC, na UP do Instituto, localizada em Axixá.

Uma festa regada a foguetes movidos a combustíveis sólidos e muita robótica, realizada nas proximidades do ITA e do MIT.

Um verdadeiro espetáculo da natureza, se levar em consideração que não tem três anos que ali não passava de mais um pe’ de IEMA, ofuscando a mata virgem, aparentemente nascido de um erro de cálculo estrutural.

Se não bastasse tudo isso, estava presente o único Reitor Manda-Chuva que conheço, recebido sob trovoadas de palmas, em um corredor polonês do bem, formado pela comunidade local de estudantes. docentes e gestores.

Foi ovacionado não apenas pelo brilhantismo de sua gestão, mas, também, pelo dom surpreendente de fazer chover. Não há vez em que Jhonatan Almada visite aquela singular unidade, sem que o velho Pedro não abra as torneiras do céu!

Voltando para a Reitoria, com o sentimento de mais uma missão cumprida, já sob os efeitos do lusco-fusco, vendo Eziel e Dora  empolgados demais e Jhonatan sereno, já sem os superpoderes, pois não chovia mais, ouvindo músicas de todos os tempos, comecei a sentir uma saudade profunda da aventura única que foi a convivência com as pessoas geniais e extraordinárias que deram vida ao Centro de Estudos e Pesquisas do IEMA, em não mais de dois anos de vinculação orgânica!

Ao deixar o continente e voltar à ilha do amor não conseguia tirar da cabeça a ideia fixa de que a Hora do Guarnicê não pode parar!

domingo, 8 de setembro de 2019

UPAON-AÇU 407



Por Raimundo Palhano

O 8 de setembro ludovicense, que marca a cerimônia de posse  do domínio dos Bourbon, não é o mesmo para os nativos da época, expropriados, e de outras correntes historiográficas.

A contribuição de Lourdinha Lacroix e’ relevante sobre isso. As obras de Bernardo Pereira de Berredo, João Francisco Lisboa e Raimundo José de Sousa Gaioso, dentre outros clássicos, revelam que estes consideravam os franceses como invasores e não fundadores.

Um espanto que ainda hoje o mito francês continue seduzindo intelectuais respeitados do nosso meio, reforçando a ideologia do “bom colonizador”.

Precisamos reler Dedecca.  Seu livro “1930 - O Silêncio dos Vencidos”, publicado em 1981, passa a ser obrigatório.

Em meus suados estudos sobre a mitificação da história brasileira e da nossa terra comparecem em abundância evidências de inimagináveis extravios culturais e de exclusões sociais abomináveis.

Nunca quis ser francês, embora tenha pela cultura francesa uma  infindável admiração e respeito. 

Sou também apaixonado por São Luís, onde procuro me reinventar sempre.

Agora, quando ouço ou leio que aqui poderia ser uma França Equinocial, e por isso o nosso destino seria outro, não consigo controlar o frio na barriga!

Parabéns, São Luís!
Descanse em paz, Upaon-Açu!